13. Incenso aromático
Tem início a Vigília Noturna. O coro canta solene e pausadamente o salmo 103 que fala da criação do mundo, enquanto o sacerdote caminha pela igreja com o turíbulo. O perfume do incenso enche todo o espaço.
O turíbulo, com o candelabro de sete velas, são objetos indispensáveis nos ofícios religiosos ortodoxos (Lev. 16,12). O incenso é usado durante as orações da Igreja desde os tempos apostólicos. No turíbulo metálico, sobre o carvão aceso, colocam-se os grãos de incenso que são feitos de resinas especiais de árvores e flores. Ao queimar, o incenso produz uma fumaça aromática agradável.
Já no antigo Testamento, encontramos referências ao estabelecimento do uso incenso para o serviço religioso. É suficiente recordar, entretanto, Abel, Abraão, Moisés e Davi.
O próprio Senhor, no Antigo Testamento, pediu a Moisés para que, no Tabernáculo, fosse construído um altar para a queima de substâncias aromáticas. Os Reis Magos, que vieram visitar o Menino Jesus, trouxeram incenso, entre outros presentes. O Evangelista e Teólogo João, no Livro da Revelação, (Apocalipse) viu um turíbulo de ouro sendo recebido no Templo Celestial. (Ap.8,3-5). A fumaça do incenso que se espalha por toda a igreja durante o ofício simboliza as orações dos fiéis subindo a Deus.
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Antes de iniciar a incensação, o sacerdote pronuncia a oração: "A Ti oferecemos..." Esta oração faz analogia da fumaça visível do incenso com a presença invisível da Graça do Senhor que santifica os fiéis. A incensação pode ser completa (abarcando todo o templo) ou em forma breve (altar, o iconostásio, o coro e as pessoas presentes). A incensação dos objetos sagrados (ícones, evangelho, etc) se destina a Deus, dedicando-lhe honra e louvores devidos. Quando o sacerdote ou diácono incensa as pessoas, está afirmando assim que o Espírito Santo habita em todos os fiéis que são portadores da imagem divina. Em resposta, a tradição indica que o fiel deve inclinar sua cabeça e se traçar sobre si mesmo o sinal da cruz.
É costume de alguns fiéis queimar incenso em suas próprias casas. Melhor seria se pedisse antes a bênção de seu confessor para fazê-lo, tendo assim a anuência da igreja. |