![]() |
|||||||||||||||||||||||||||
![]() |
|||||||||||||||||||||||||||
![]() |
|||||||||||||||||||||||||||
O Jejum e a AbstinênciaSão João de Kronstadt - (+1908)
Vocês sabem, o homem, em suas palavras, não morre; nelas, ele é imortal, pois elas falarão ainda depois de sua morte. Quantas palavras imortais se dizem ainda no meio de nós, que nos foram legadas por aqueles que morreram há muito tempo e que, às vezes, permanecem vivas nos lábios de todo um povo! Como é poderosa a palavra, mesmo a palavra de um homem comum! Mais ainda, então, a Palavra de Deus. Ela viverá através dos tempos e permanecerá sempre viva e efetiva. Para que servem o jejum e a penitência? Por que fazer este esforço? Eles servem para a purificação da alma, a paz do coração, a união com Deus; eles nos preenchem de devoção e de espírito filial e nos dão segurança diante de Deus. Já há aqui, certamente, um bom motivo para nos levar a fazer jejum penitência. Uma recompensa inestimável espera o esforço consciencioso. Porém, será que ainda existem muitos no meio de nós que amam a Deus com um amor verdadeiramente filial? Existiriam ainda muitos que oram com todo abandono, com segurança, invocando o nome do nosso Pai do Céu dizendo: "Pai Nosso!"? Será que, ao contrário, esse chamado filial não cessou de ecoar nos nossos corações decaídos pelas vaidades deste mundo e seus prazeres? Nosso Pai dos Céus não estará longe de nossos corações? Não seria visto por nós mais como um Deus irritado, já que O abandonamos por um país longínquo? Sim, pelos nossos pecados, todos merecemos Sua justa cólera e o castigo, e é maravilhoso como Ele mostra-Se paciente e indulgente a nosso respeito. Ele que não quer abater-nos como figueiras estéreis. Apressemo-nos para apaziguá-Lo com lágrimas e arrependimento. Voltemo-nos para dentro de nós mesmos; examinemos o nosso coração com honestidade e, vendo a imensidão de pecados que o torna inacessível à Graça Divina, veremos que estamos espiritualmente mortos.
|
|||||||||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||||||||