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Sentido teológico, significado e simbolismo das vestes sacerdotais e suas cores na Igreja Ortodoxa
Vamos procurar analisar e entender o sentido oculto a primeira vista, o significado das vestes sacerdotais e sua cores. Assim, temos: ESTICHARION (Túnica) – costurada em tecido fino de cor branca, na forma de camisola longa com mangas estreitas e cordões que são amarrados nos pulsos. A cor branca da túnica faz lembrar ao sacerdote que ele deve sempre ter a alma pura e levar a vida sem vícios. Alem disso, simboliza a túnica que usava na terra o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo e com a qual Ele realizou a nossa salvação. EPITRACHILION (Estola) - é vestida pela cabeça e, contornando o pescoço, estende-se pela parte da frente até embaixo. Para comodidade, as suas duas partes são costuradas ou unidas entre si com botões. A estola designa uma graça especial dupla, na comparação com o diácono, concedida ao sacerdote para ministrar os Sacramentos da Igreja. Sem a estola o sacerdote não pode realizar nenhuma celebração. EPIMANIKIA (punhos) - Se o sacerdote se prepara para ministrar um sacramento ele veste os epimanikias como sinal de que, por seu intermédio, o próprio Senhor realiza os sacramentos. FAIXA (cinto) – é colocada sobre a estola e sobre a túnica e significa a prontidão em servir ao Senhor. Ela também simboliza a Forca Divina que fortalece os sacerdotes no transcurso da celebração. A faixa lembra ainda a toalha com a qual o Salvador cingiu-se para lavar os pés dos seus discípulos antes da Santa Ceia, lembrando também que é necessária humildade para servir a Igreja e as pessoas a exemplo da humildade do próprio Salvador. FELÔNION (Casula) – É vestido pelo sacerdote por cima das outras vestes. O felônion é uma veste longa e larga, sem mangas, com uma abertura na parte superior para a cabeça e um grande corte na parte frontal para a ação livre das mãos. Lembra o manto com o qual, segundo a narração do Evangelho, foi coberto o Cristo Sofredor. As fitas costuradas no felônion fazem lembrar os fluxos de sangue que correram por Suas vestes. Além disso, este paramento lembra aos sacerdotes a veste da verdade, da qual devem estar revestidos como servidores de Cristo. Por cima dele o sacerdote leva a cruz peitoral. NABEDRENNIK - Como reconhecimento por seu zelo no serviço os sacerdotes são revestidos de sinais de dignidade. O Nabedrennik tecido bordado retangular, pendurado por uma fita sobre o ombro para ajustar-se na altura do quadril no lado direito, significando uma espada espiritual e o direito de ministrar com a skoufa e a kamilavkion. EPIGONATION ou hipogonation (palitsa) - sinal de dignidade concedido ao sacerdote o epigonation ou hipogonation (palitsa) como arma na luta invisível do sacerdote contra o Diabo, inimigo da humanidade. A paramentação completa é usada pelo sacerdote somente na celebração da Divina Liturgia. Nas outras celebrações não são usados a túnica, a faixa, o nabedrennik e o epigonation (palitsa). Alguns serviços podem ser ministrados sem o felônion, sendo usados somente a estola e os epimanikia. A cor dos paramentos acompanha a cor da ornamentação do templo e tem sentido simbólico e profundo significado teológico. Os conceitos fundamentais sobre o significado e a origem da cor dão a possibilidade de analisar o sentido da cor das vestes sacerdotais. A cor BRANCA nos paramentos, como também nos ícones, simboliza a Luz Divina incriada, que abrange as sete cores do espectro da luz. A cor preta e o símbolo da ausência de luz, da morte e da tristeza. A gama de cores da ornamentação da igreja, que vai mudando durante o ciclo litúrgico anual lembra-nos também a ligação entre o Antigo e o Novo Testamentos: as sete cores do espectro são o arco-íris apresentado por Deus a Noé como testemunho da “.aliança eterna estabelecida entre Deus e todos os seres vivos de toda espécie que estão sobre a terra (Gn 9, 16), a ponte entre a vida temporal e a eterna no Reino Celeste. Esta ligação realiza-se por Cristo e em Cristo, que intercede por toda a humanidade; por isto o arco-íris nada mais e do que a imagem da Gloria de Deus (Ap 4,3). No espectro há três cores básicas: vermelho amarelo e azul celeste (ciano). A partir delas formam-se as outras quatro, misturando as cores básicas pode-se obter o verde, o roxo, o laranja e o azul. Desde os tempos mais antigos era assim que os pintores de ícones obtinham as cores das tintas. As três cores básicas e as quatro cores derivadas correspondem a idéia do Deus Trindade não criado e da criação feita por Ele. Cada uma das cores independentes pode ser relacionada a uma das Pessoas da Santíssima Trindade. O VERMELHO, como cor do inflamado amor do Criador pela Sua criação e do fogo manifestado a Israel na sarça ardente e na coluna de fogo – simboliza Deus Pai. Ao Deus Filho, como “Luz da Gloria do Pai”, “Rei do Mundo”, “Supremo Sacerdote dos bens futuros”, a que mais corresponde e a cor DOURADA (amarela) – cor da dignidade real e sacerdotal. A essência da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade se expressa da melhor maneira pelo AZUL do céu, que derrama os dons do Espírito Santo e Suas graças. O céu material é reflexo do Céu Espiritual. E claro que as Pessoas da Santíssima Trindade são unas em sua essência, por isto qualquer dessas cores pode refletir simbolicamente as idéias sobre qualquer uma das realidades Divinas. As Festas e acontecimentos da Igreja podem ser reunidos nos grupos fundamentais:
Na Rússia ha um costume: trocar os paramentos a cada um dos hinos do Canon Pascal. A Páscoa na Igreja é chamada de Festa das festas e Solenidade das solenidades. A mudança das cores dos paramentos corresponde perfeitamente a sua solenidade e ao espírito da liturgia pascal. Em cada domingo a Igreja Ortodoxa comemora a Páscoa pequena, mas fora da Quaresma e da Semana Santa usa-se na liturgia a cor amarela – cor das Festas do Senhor. Fonte: Web site da Paróquia Ortodoxa Russa |
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